terça-feira, 16 de setembro de 2014

ponto de oxossi

Oh senhor das matas
Nessa sua paz eu vou me abrigar
Nesse chão de igualdade vou sentir liberdade
Com o senhor vou caçar

Vou parar nesse verde de Oxossi
Esperança pra mim
entre folhas caindo, pé no chão vou seguindo
Eu vou viver

Acordar quando o Sol no horizonte nascer
Me banhar nos seus rios, liberto a correr
Folhas verdes no frio irão me abrigar
Santa paz de Oxossi vai me agasalhar (x2)

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Oxalá! Divina manifestação do Bem,
Senhor da perfeita Sabedoria e do Bendito Amor,
Ó ! Vós que recebei o poder do supremo Doador
para tudo e todos.
Protegei-nos das ciladas ilusórias do mundo enganador,
Despertai-nos para a realidade da vida imortal,
Sois a imaculada irradiação do Altíssimo,
Vosso nome é só mavioso e compassivo,
que nos guia; com ternura e esperança,
para a Aruanda – Cidade de Luz.
Ai de nós empedernidos, na mais grosseira materialidade,
Afogados em sentimentos inferiores,
Rogamos contritos pela salvação da nossa consciência.
Junto a Vós, trilharemos por caminhos iluminados,
Porque sois a divina pureza, acolhedora e misericordiosa.
Santo Nome, envolvei-nos em sentimentos fraternos
de real amor, a fim de chegarmos até Vós,
Oxalá ! Tende pena de nós, tende compaixão...
Êpa, êpa, Babá Oxalá



***


Salve meu Pai Oxalá. 
Senhor do branco, pai da luz. 
Senhor absoluto do universo, toda criação te saúda : êpa babá. 
Pai do misericórdia. 
Daí-me, Senhor , a paz o vigor e o rumo, mas meus caminhos
.Oxalá, meu Senhor, faz minha casa feliz e daí-me as bênçãos da propriedade. 
Obrigado meu Deus, meu Senhor, meu Pai.


domingo, 16 de fevereiro de 2014

oração a iemanja‘Sereia Rainha, protetora da fauna e flora marítima, guia dos marinheiros, navegantes, pescadores e dos que se encontram perdidos nos mares da existência, dirige também os humildes, os simples de coração, os fracos, os aprendizes, os ignorantes e todos os que se desviaram da rota correta com suas incertezas morais e evangélicas, navegando em ondas tempestuosas sem divisar o porto seguro da perfeição espiritual … Senhora dos Oceanos, símbolo da fecundidade, da procriação e do princípio vital surgido em suas águas, sê também a imagem da fecunda pureza a ser seguida por aqueles que estão famintos de ajuda espiritual, sedentos de Justiça e necessitados de caridade, criando nos cérebros de nossos companheiros a consciência de nossa condição de irmãos vindos da mesma origem e destinados a alcançar mundos elevados, integrando-os no Todo que é Zâmbi, Olorum, Jeová, Deus, Consciência Cósmica ou qualquer outro nome que se lhe dêem e tornando-nos iguais, porque assim o somos, malgrado as aparências exteriores … Orixá dos Mares, representante das emoções, da reprodução e da restauração, conforme crença de nossos antepassados africanos; controla as atividades emotivas de nossas autoridades, políticos, dirigentes de grupos religiosos, iluminando-lhes as mentes e os corações para produzirem idéias e empreendimentos salutares visando minorar o sofrimento de milhares de criaturas, diariamente atiradas em nossas tendas, terreiros, ilês e templos, carregando pesado fardo de angústia, ansiedade, desespero, doenças físicas e psíquicas, desequilibradas emocionalmente, em decorrência de adversidades na luta pela sobrevivência ou da situação difícil que atravessamos, sofrendo revezes e derrotas, à procura de emprego, sofrendo a situação precária ou de outros fatores negativos que lhes imponham sofrimentos morais e psicológicos … Deusa das Águas, juntamente com sua corte de sereias, ondinas e ninfas, caboclas do mar e espíritos aquáticos, lava as impurezas da mente daqueles que, afastados dos nobres ensinamentos do mestre Oxalá, guiados pelo instinto animal, procedam mal, intentando toda sorte de maldades contra o semelhante, para que, purificados em seus sentimentos, entrevejam e se conscientizem de que somos todos células do mesmo organismo social, humano, divino e, enquanto existir uma célula doente, o corpo todo não está sadio … Mãe Universal, faça que todos se irmanem nos mesmos ideais e sentimentos cristãos de fraternidade, união e compreensão; que os companheiros que forem às praias para te homenagearem, o façam com todo respeito, afeto e carinho e, acima de tudo, com esperança de um futuro melhor para o gênero humano, sem mágoas, ódios ou ressentimentos, mas com amor, a única semente capaz de gerar bons frutos, sê, querida Sereia, a base devocional de nossa estimada Umbanda, fazendo-a progredir para o bem comum; que todos, na praia, à beira de teu encantado Reino líquido, se dêem as mãos e se unam em bondade, caridade e amor uns aos outros para, limpos das impurezas dos vícios e imperfeições materiais, estejam aptos a alcançarem o plano angélico, a meta mais próxima do estágio humano, para breve podermos nos integrar na Mente Divina em Sua glória e onipotência …

‘Sereia Rainha, protetora da fauna e flora marítima, guia dos marinheiros, navegantes, pescadores e dos que se encontram perdidos nos mares da existência, dirige também os humildes, os simples de coração, os fracos, os aprendizes, os ignorantes e todos os que se desviaram da rota correta com suas incertezas morais e evangélicas, navegando em ondas tempestuosas sem divisar o porto seguro da perfeição espiritual …
Senhora dos Oceanos, símbolo da fecundidade, da procriação e do princípio vital surgido em suas águas, sê também a imagem da fecunda pureza a ser seguida por aqueles que estão famintos de ajuda espiritual, sedentos de Justiça e necessitados de caridade, criando nos cérebros de nossos companheiros a consciência de nossa condição de irmãos vindos da mesma origem e destinados a alcançar mundos elevados, integrando-os no Todo que é Zâmbi, Olorum, Jeová, Deus, Consciência Cósmica ou qualquer outro nome que se lhe dêem e tornando-nos iguais, porque assim o somos, malgrado as aparências exteriores …
Orixá dos Mares, representante das emoções, da reprodução e da restauração, conforme crença de nossos antepassados africanos; controla as atividades emotivas de nossas autoridades, políticos, dirigentes de grupos religiosos, iluminando-lhes as mentes e os corações para produzirem idéias e empreendimentos salutares visando minorar o sofrimento de milhares de criaturas, diariamente atiradas em nossas tendas, terreiros, ilês e templos, carregando pesado fardo de angústia, ansiedade, desespero, doenças físicas e psíquicas, desequilibradas emocionalmente, em decorrência de adversidades na luta pela sobrevivência ou da situação difícil que atravessamos, sofrendo revezes e derrotas, à procura de emprego, sofrendo a situação precária ou de outros fatores negativos que lhes imponham sofrimentos morais e psicológicos …
Deusa das Águas, juntamente com sua corte de sereias, ondinas e ninfas, caboclas do mar e espíritos aquáticos, lava as impurezas da mente daqueles que, afastados dos nobres ensinamentos do mestre Oxalá, guiados pelo instinto animal, procedam mal, intentando toda sorte de maldades contra o semelhante, para que, purificados em seus sentimentos, entrevejam e se conscientizem de que somos todos células do mesmo organismo social, humano, divino e, enquanto existir uma célula doente, o corpo todo não está sadio …
Mãe Universal, faça que todos se irmanem nos mesmos ideais e sentimentos cristãos de fraternidade, união e compreensão; que os companheiros que forem às praias para te homenagearem, o façam com todo respeito, afeto e carinho e, acima de tudo, com esperança de um futuro melhor para o gênero humano, sem mágoas, ódios ou ressentimentos, mas com amor, a única semente capaz de gerar bons frutos, sê, querida Sereia, a base devocional de nossa estimada Umbanda, fazendo-a progredir para o bem comum; que todos, na praia, à beira de teu encantado Reino líquido, se dêem as mãos e se unam em bondade, caridade e amor uns aos outros para, limpos das impurezas dos vícios e imperfeições materiais, estejam aptos a alcançarem o plano angélico, a meta mais próxima do estágio humano, para breve podermos nos integrar na Mente Divina em Sua glória e onipotência …

sábado, 28 de dezembro de 2013

quem vai reger 2014

 
 
 
 
 





>> PREVISÃO 2014<<

2014 o ano de Xangô
O ano de 2014 será regido pelo orixá Xangô, que, por coincidência, rege o primeiro dia do ano (quarta-feira). Filho de Oranian e Iemanjá, Xangô é o orixá dos raios, fogo, vulcões, trovões; tem uma personalidade forte e vingativa, porém justo. Sua ferramenta é o Oxê, machado de dois gumes;suas cores são: marrom, branco e vermelho; sua saudação é "kaôkabecilê". O pilão e a gamela também são símbolos desse orixá. Xangô é um dos orixás mais cultuados no Brasil e é considerado o orixá da justiça, porém é preciso não confundir, Xangô age como juiz e não como advogado. Apesar da força e da valentia, Xangô tem um forte caráter sensual, tendo se casado várias vezes; suas esposas mais conhecidas são Iansã, Obá e Oxum .Na umbanda, Xangô é sincretizado como São Jerônimo.

A influência de Xangô sob o ano de 2014 trará fortes tempestades, uma maior incidência de raios, incidência de raios, vulcões entrarão em atividade, situações ocultas e fraudulentas virão à tona para que a justiça divina seja feita. Violência e guerras não estão descartadas. Os anos regidos por Xangô são de altos e baixos, portanto o melhor a fazer é ter paciência e agir com parcimônia, procurando sempre analisar as coisas por vários aspectos antes de tomar qualquer partido. Xangô é um orixá próspero, porém sob sua influência as coisas acontecem aos poucos.

Em 2014 as pessoas deverão agir como o orixá, lutando por seus ideais, não desistindo diante dos obstáculos, agindo com extrema honestidade para não sofrerem a ira do orixá.

Xangô tem domínio sobre as pedreiras, portanto este é o melhor lugar para lhe fazer oferendas. Para agradar o orixá, pode ser ofertado a ele velas brancas, vermelhas, marrons, cerveja preta, mel de abelhas, maçãs vermelhas e bananas da terra.

Para abrir seus caminhos em 2014, você poderá fazer o seguinte ritual para Xangô: pegue uma vasilha branca grande e misture pipoca (sem sal) com sementes de girassol, arroz com casca (ou comum), alpiste e painço. Jogue a mistura no telhado de sua casa pedindo a Xangô que abra seus caminhos trazendo sorte, prosperidade e saúde para você em 2014. Você também poderá fazer a mesma mistura,ir até uma praça e passar a mistura desde a cabeça aos pés, deixando tudo cair sobre a terra. Peça tudo o que quiser de bom para o Orixá e nunca peça nada de negativo para este Orixá. Saia do local sem olhar para trás.

O Ano de 2014 também terá a influência dos orixás Oxóssi, Obaluaiê e Oxaguiam devido à regência do OdúOdi.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

preto velho

como espelhos, facas e bebidas, os que eram cativos oriundos de tribos vencidas em guerra e trazendo como escravos os que eram vencidos.
No Brasil, em principio os escravos negros chegaram pelo Nordeste; mais tarde, também pelo Rio de Janeiro. Os primeiros a chegarem foram os Bantos, Cabindos, Sudaneses, Iorubas, Minas e Malés.
Para a África, o trafico negreiro custou caro: em quatro séculos foram escravizados e mortos cerca de 75 MILHÕES de pessoas, basicamente a parte mais selecionada da população.
Esses negros, que foram brutalmente arrancados de sua terra, separados de suas famílias, passando por terríveis privações, trabalharam quase que ininterruptamente nas grandes fazendas de açúcar da colônia. O trabalho era tão árduo, que um negro escravo no Brasil não chegava a durar dez anos.
Em troca de tanto esforço, nada recebiam, a não serem trapos para se vestir e pão para comer, quando não eram terrivelmente açoitados nos troncos pelas tentativas de fuga e insubordinação aos senhores. Muitas vezes, reagiam a tudo suicidando-se, evitando a reprodução, matando feitores, capitães-do-mato e senhores de engenho.
O que restava ao negro africano escravo no Brasil era sua fé, e era em seus cultos que ela resistia, como um ritual de liberdade, protesto a reação contra a opressão do branco. As danças e cânticos eram a única forma que tinham para extravasar e aliviar a dor da escravidão.
Mas, apesar de toda a revolta, havia também os que se adaptavam mais facilmente à nova situação. Esses recebiam tratamento diferenciado e exerciam tarefas como reprodutores, caldeireiros ou carpinteiros. Também trabalhavam na Casa Grande, eram os chamados “escravos domésticos”. Outros, ainda, conquistavam a alforria através de seus senhores ou das leis (Sexagenário, Ventre Livre e Lei Áurea). Com isso, foram pouco a pouco conseguindo envelhecer e constituir seu culto aos Orixás e antepassados, tornando-se referencia para mais jovens, ensinando-lhes os costumes da Mãe África. Assim, através do sincretismo, conseguiram preservar sua cultura e religião.
ATUAÇÃO DOS PRETOS VELHOS
Esses são os Pretos Velhos da Umbanda, que em suas giras nos terreiros representam a força, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referencia para aqueles que os procuram, curando, ensinando e educando, aos encarnados e desencarnados necessitados de luz e de um caminho a trilhar.
Um Preto Velho representa a humildade, jamais demonstrando qualquer tipo de sentimento de vingança contra as atrocidades e humilhações sofridas no passado. Pretos Velhos ajudam a todos, independente de cor, sexo ou religião.
Em sua totalidade, não se pode afirmar que as entidades que se apresentam nas giras são os mesmos Pretos Velhos escravos. Muitos passaram por ciclos reencarnatórios e podem ter sido em suas vidas anteriores médicos ou filósofos, ricos ou pobres, e, para cumprir sua missão espiritual e ajudar aos necessitados, escolheram incorporar a forma de Pretos Velhos. Outros, nem negros foram, mas também escolheram essa forma de apresentação.(grifo nosso)
Muitos podem estar perguntando: “Mas então os Pretos Velhos não Pretos Velhos?”. A explicação é simples: todo espírito que já alcançou determinado grau de evolução tem a capacidade de descer sob qualquer forma passada, pois é energia pura, a forma é apenas uma conseqüência da missão que vem cumprir na Terra. Podem também, em locais diferentes, se apresentarem como médicos, Caboclos ou até Exu, depende do trabalho a que vêm realizar. Em alguns casos, se tiverem autorização, eles mesmos nos dizem quem são.
MENSAGENS DE PRETO VELHO
A principal cararacterística de um Preto Velho é a de conselheiro; para alguns, são como psicólogos, amigos e confidentes, para outros, são os que lutam contra o mal com suas mirongas, banhos de ervas, pontos riscados, sempre protegidos pelos Exus de Lei.
A figura de um Preto Velho representa a paciência e a calma que todos sempre devemos ter para evoluir espiritualmente, essa é a sua principal mensagem.
Certas pessoa costumam procurar um Preto Velho apenas para resolver problemas materiais, usando os trabalhos na Umbanda para beneficio próprio, esquecendo de ajudar ao próximo. Quanto a isso, esses maravilhosos Espíritos de Luz deixam sempre uma importante lição, a de que essas pessoas, preocupadas apenas consigo próprias, são escravas do próprio egoísmo, mas sempre procuram ajudá-las brincando de “pedir obrigações”. Mas em meio a essas pessoas, sempre haverá os que podem ser aproveitados, que em pouco tempo vestirão suas roupas brancas, descalçarão seus pés e farão parte dos trabalhos de caridade do terreiro. Essa é a sabedoria do Preto Velho, saber lapidar o que há de bom em cada um de nós.
Pretos Velhos levam a força de Zambi a todos que buscam aprender a encontrar sua fé, sem julgar ou colocar pecado em ninguém, mostrando que somente o amor a Deus, ao próximo e a si mesmo, poderá mudar sua vida e seu processo de ciclos reencarnatórios, aliviando os sofrimentos cármicos e elevando o espírito. Assim fortalecem a todos espiritualmente, aliviando o peso do fardo de cada um, e cada um pode fazer com que seu sofrimento diminua ou aumente, de acordo com a forma de encarar os acontecimentos de sua vida: “Cada um colhe o que plantou. Se plantares vento, colherás tempestade. Mas, se entender que lutando poderá transformar seu sofrimento em alegria, verá que deve tomar consciência de seu passado, aprendendo com os erros, galgando o crescimento e a felicidade futura. Nunca seja egoísta, sempre passe aos outros aquilo que aprende. Tudo que receber de graça, deverá dar também de graça. Só na fé, no amor e na caridade, poderá encontrar seu caminho interior, a luz e Deus” (Pai Cipriano)
APRESENTAÇÃO DA ENTIDADE
O termo “Velho, Vovô e Vovó, são usados para mostrar sua experiência, pois, quando pensamos em alguém mais velho, entendemos que este já viveu muito mais tempo do que nós, com coisas para nos passar e historias para nos contar através de sua longa experiência. No mundo espiritual isso é bastante parecido, e a característica da entidade Preto Velho é sempre o conselho.
Suas vestes são bem simples e não necessitam de muitos apetrechos para trabalhar, apenas da concentração e atenção de seu médium durante a consulta. Costumam usar cachimbo, lenços, toalhas e algumas vezes fumo de corda ou cigarro de palha.
Sua incorporação não necessita de dançar ou pular muito. A vibração começa com um “peso” nas costas, fazendo com que o médium incline o corpo para frente, sempre com os pés bem fixos no chão. Andam apenas para as saudações ao Atabaque, Conga e Babalorixá. Atendem sentados praticando sua caridade. Raras às vezes alguns mantêm-se em pé.
Sua simplicidade se manifesta em sua maneira de ser e de falar, sempre usando um vocabulário simples. A maneira carregada com que falam é para mostrar que são bastante antigos.
A Linha de Preto Velho possui suas características gerais, mas cada médium tem uma coroa diferente, determinando as diferenças entre os Pretos Velhos.
As diferenças ocorrem porque cada Preto Velho trabalha em nome de um Orixá, utilizando a essência de cada força da natureza em sua atividade. Essas diferenças são facilmente percebidas na forma de incorporação.
Retirado da Revista Espiritual de Umbanda (Edição Especial 1 Editora Escala)- Pesquisa e texto: Virgínia Rodrigues

domingo, 15 de setembro de 2013

REFLEXÃO

REFLEXÕES DA RELIGIÃO AFRO BRASILEIRA
Nota-se no Brasil um maior interesse público pela religião, por parte da classe média. Há um aumento de oferta de “bens religiosos” (Berger) advindos do aumento do neopentecostalíssimo, da Nova Era; e, de interesse pelas religiões afro-brasileiras, Candomblé e Umbanda. Estas são “consumidas” como produtos mágico-terapêuticos. Diferente da relação estabelecida com as classes baixas,  médias-baixas e média-alta, onde o interesse religioso sempre foi presente. Existe, nesse caso, uma “comunidade religiosa” em torno do Terreiro. Este é uma comunidade de tipo “família alargada”, em que a “iyá” ou o “baba”, mantém vínculos não sanguíneos com seus “filhos” e agregados.
Pode-se afirmar que na produção dos estudos das religiões afro-brasileiras, poucos autores incorporam discussões de multiculturalidade e pluralismo religioso, percebendo no “sincretismo” aspectos não só positivos, mas também os negativos de assimilação.
Se, como em Jensen da Dinamarca, há um interesse político nos estudos da religião, cabe perguntar: qual seria o interesse político que domina os estudiosos brasileiros? A resposta é óbvia, visto que o cosmopolitismo imposto no Brasil desde a época colonial é um colonialismo cultural que elimina as condições de vida do “Outro” (negro/indígena); sua cultura e identidade, assimilando-o em uma “máscara” branca européia. Com essa máscara, as religiões africanas e indígenas (ou afro-indígenas) são cristianizadas.
Apontam como positivo no modo brasileiro tradicional de estudo das religiões, o esforço para “desteologizar” esses estudos e baseá-los em uma teoria antropológica.
Passando do “estudo das coisas divinas para o estudo das coisas humanas e sociais”.
No Brasil, o esforço parra se pensar uma teoria e metodologia não têm sido feito de uma boa forma. Há um considerável atraso em torno das questões dos estudos “interculturais comparativos”. Estes são vistos na Dinamarca como um “sine qua non” para que os estudos da religião tenham um caráter científico. Em vez disso no Brasil, mesmo tendo estudos “desteologizados”, ainda há diferenciações étnicas de valor em relação às diferentes religiões. Ou seja, há uma “cristianização” de termos, conceitos e pontos-de-vista, e as análises de outras tradições religiosas são feitas desde a perspectiva branco-europeia de alguma forma com aspecto negativo quanto sua prospecção dentro dos conceitos religiosos africanos.
Não há políticas ou organismos públicos que tratem das questões das diferentes religiões, como “iguais” em valor social e político. Assim, o catolicismo romano mantém historicamente com o Estado uma relação de vantagens mútuas e de legitimidade. Exemplo: nenhuma capela ou igreja católica precisa de autorização em cartório para abrir e funcionar, o que não acontece com outras denominações cristãs e muito menos com os terreiros-de-santo.
Ainda no que se refere à politização da religião, não se percebe no Brasil um interesse por parte dos estudiosos em responder às demandas públicas em torno da religião. Mesmo porque, no Brasil, as demandas políticas em torno da religião, como em outros aspectos, são claramente demandas de classes sociais muito diferentes. Questiona-se  a participação dos estudiosos na “batalha do campo cultural e político” na Dinamarca; pois percebe que o interesse público pela religião é a-crítico. Da mesma forma, não se percebe no Brasil, tão pouco, uma participação política da maioria dos estudiosos. Talvez, essa atitude já reflita posições políticas conservadoras ou ideologias condizentes com o status quo.
Há, no entanto, entre a “intelectualidade social” (W. N. Barbosa), em muitos terreiros, pais e mães-de-santo que trabalham pela mobilização, conscientização e valorização do negro brasileiro, do “mestiço” e também do branco pobre. Esse aspecto político-social das religiões afro-brasileiras, quando percebida pelos estudiosos, é fator de mudanças. Cito o professor Wilson do N. Barbosa: “Despertar o interesse, para aumentar o número de pesquisadores destes temas. Tudo isso leva a uma compreensão maior da nossa cultura, pois quanto mais entendermos de todas as culturas, maiores se tornam as oportunidades de um desenvolvimento multilateral da humanidade”.
A maioria de estudiosos aponta a cultura negra não como uma cultura e sim como “mito”, pois, por mais que ocupe os espaços, estes não são apropriados juridicamente. Assim, ao longo da história do Brasil, foi negado à população negra acesso à propriedade, impedindo-a de dar materialidade a sua cultura. Pode-se discutir esse fato tendo em vista a discussão de Jensen sobre o ensino religioso nas escolas públicas.
Qual o espaço (físico e simbólico) da cultura (religião) negra nas escolas públicas, ou na sociedade brasileira em geral?
No Brasil passa-se longe de um debate em uma sala de aula sobre essa questão. Por muito tempo o ensino religioso foi ministrado por padres, freiras e leigos católicos professores da escola pública. As crianças de outras denominações cristãs passavam por constrangimentos em sala de aula. Crianças de outras religiões, provavelmente não eram diferentes se chegassem a serem identificadas. Poucas discussões na década de 90 tentaram alterar essa situação; mas, não houve mudanças significativas. As aulas continuam sendo ministradas por professores que trabalham tão somente com o cristianismo.
Pode-se incluir, ao caso brasileiro, o problema da criação dos valores culturais étnicos. A importância de discussões multiculturalistas nas escolas permanece um desafio. Também para os estudiosos da religião, permanece o desafio de desenvolver trabalhos que englobem política, religião e identidade, para a defesa de um “estudo não-teológico secular das religiões, como também uma sociedade pluralista secular”.
Haveria, assim, espaço para a “comunidade dos despossuídos” (W. N. Barbosa) e para uma “descristianização” dos estudos da religião no Brasil.